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sábado, 28 de setembro de 2013

Reykjavik - Islândia

A Islândia ("terra de gelos"), como não poderia deixar de ser, sempre foi conhecida por suas geleiras, pelos gêiseres e fiordes. Nos últimos anos, os vulcões também chamaram a atenção do mundo para esse país insular que é riquíssimo em belezas naturais e que mesmo isolado no meio do oceano Atlântico e a mais de mil quilômetros da Europa continental, é considerado o país mais letrado do mundo e com um dos melhores índices de qualidade de vida.
 
Somente 1% da área da Islândia é cultivada. Árvores são pouquíssimas e geralmente atrofiadas. A maior parte do país é composta de áreas estéreis. São desertos e montanhas desnudas, em sua maioria coberta por gelo que, aliás, cobre quase 15% de todo o território. Lá se encontra também a maior geleira do mundo. Mais de 10% da terra é coberta por lavas vulcânicas que muitas vezes parece com o solo de outro planeta. Toda essa característica peculiar monta um cenário natural de belezas que não estamos acostumados a ver juntas, atraindo milhares de turistas que buscam principalmente pelo ecoturismo.
 
A população da Islândia é de cerca de 310.000, sendo que mais da metade se concentra em Reykjavik, a capital do país. Predomina entre o povo um elevado grau de homogeneidade, com a maioria dos Islandeses tendo uma estatura alta, de olhos azuis ou cinza. A cor do cabelo escuro e loiro é igualmente dividida. A principal religião é a Evangélica Luterana. A alfabetização é de 100 por cento. A distância do País e sua reduzida povoação não apagaram as suas raízes nórdicas, mas a língua falada é arcaica, muito próxima da dos vikings – se parecendo com uma espécie de latim escandinavo. Ler ou pronunciar as palavras islandesas é quase impossível, até mesmo aquelas palavras universais não existem por lá. Lembrei muito do vulcão Eyjafjallajökull, que explodiu em 2010, deixando muitos aviões no chão e dezenas de jornalistas doidos na tentativa de pronunciar o nome do mesmo. Não se preocupe com a língua, a grande maioria da população fala o inglês, além de outras línguas e em todos os restaurantes o cardápio tem tradução.
 
Tinha lido em algumas reportagens que a Islândia, depois da crise iniciada em 2008, tinha se tornado um dos países mais baratos para o turismo. Acho que esse tempo foi curto e já está bem para trás. O custo na Islândia é bem alto, ultrapassando os preços de hotéis em Londres e Paris. Aliás, não é só o custo com os hotéis que são altos, alimentação e diversão também são bem caros.
 
Saindo de Londres, o vôo até Reykjavik dura três horas. Esse mesmo trajeto é feito por 2 empresas de low cost, mas decidimos usar a Icelandair mesmo, pois não havia muita diferença na tarifa e os horários eram melhores. Uma dica para quem gosta de beber é aproveitar os preços do free shopping do Aeroporto de Reykjavik ainda na chegada, já que os preços de bebidas alcoólicas na cidade são quase proibitivos. Uma latinha de cerveja pode custar até R$ 15,00.
 
Ainda falando de aeroporto, outra dica é aproveitar a Lagoa Azul (Blue Lagoon) ou no dia da chegada ou da saída, pois fica bem perto do Aeroporto (Keflavík). Na chegada o lance é aproveitar caso só possa entrar no hotel a partir das 14:00h e seu voo tenha chegado bem cedo. Na volta o mesmo esquema, aproveitar a lagoa entre o horário de saída do hotel até o horário de partida do voo. Existem compartimentos para guardar malas.
 
Para quem não pretende alugar carro, existe um serviço de ônibus no aeroporto que te leva até o hotel no centro da cidade e te leva de volta com a possibilidade de uma parada na Blue Laggon, que é um Spa onde a grande atração é o lago de águas azuis aquecidas gêiseres. Lá também é possível comprar pacotes que incluem tratamentos de todos os tipos, bem como comprar os produtos que são confeccionadas com a água local e que dizem ter poderes de melhorar certas doenças de pele, bem como rejuvenescer. Na água da lagoa existem mais de 160 tipos de bactérias, algumas que só vivem lá! Não se esqueça de informar que você quer ser levado até o hotel, informando o nome do mesmo. O preço fica um pouquinho mais caro, mas vale a pena, caso contrário, você precisará sair na rodoviária da cidade e pegar um taxi, caso o hotel seja mais longe. A cidade é bem pequena, então procure no mapa as distâncias!
 
Escolhemos o aluguel de carro a usar as empresas de turismo local. O custo do aluguel de carro na Islândia não é baixo, assim como o combustível, mas mesmo assim vale a pena financeiramente e permite que você fique livre para decidir onde, quando e quanto tempo gastar. Uma dica sobre aluguel de carro é não deixar de encher o tanque antes de devolver. Como a maioria dos voos que partem para outros países sai muito cedo, a gente acaba achando mais vantagem pagar para completar na própria locadora. Errado, diferentemente do que ocorre em outros países, lá você paga uma multa de até 2.500 euros. Como não dá para ler mesmo o contrato, discutir nem pensar, até mesmo porque você pode perder o voo. No aeroporto tem bombas perto das locadoras, mas acaba sendo demorado porque as pessoas não sabem utilizar devido à falta de outro idioma. Vi diversas pessoas desistindo. Eu arrisquei e apertei a tecla ‘’enter’’ direto, parando somente onde eu via que devia ser a senha e valor. Deu certo!
 
As agências de turismo locais oferecem uma infinidade de excursões e tours, sendo o mais procurado o Golden Circle (Círculo Dourado), que inclui o Parque Nacional de Thingvellir, Selfoss e Geysir. Outros também muito procurados são a Blue Lagoon, De observação da Aurora Boreal e de Baleias. Os preços são bem altos, mas a procura é grande. No nosso caso, fizemos somente o de busca a baleias, pois não dependia do nosso carro. Para quem não vai ficar muito e não ama tanto baleias, quanto passeio de barcos talvez fosse de se decidir por outros passeios. No nosso caso deixamos para o penúltimo dia e acabamos não vendo as famosas baleias. Como nesse tipo de situação a empresa permite que você refaça o passeio de graça, deixar para o último dia pode não compensar. O mesmo ocorre com o passeio de observação da Aurora Boreal, ou seja, caso não as encontre poderá remarcar o passeio de graça. Decidimos não retornar porque o passeio acaba levando metade de um dia inteiro e estava muito frio, embora a empresa forneça roupa adequada ao frio em alto mar.
 
A maioria dos passeios são na natureza, com destaques também para os parques nacionais Passeios Nacionais de Skaftafell e Jokulsárgljúfur, onde se encontra a enorme lagoa de Jokulsárlón, com seus icebergs. A cachoeira de Godafoss, além dos inúmeros vulcões e gêiseres espetaculares. O monte Hekla é o vulcão ativo mais famoso da Islândia e entrou em erupção pela última vez no ano de 2000. A Vatnajokull é a maior geleira do mundo, com 8.300 quilômetros quadrados de extensão (maior do que todas as outras geleiras da Europa juntas) e uma espessura máxima de mil metros. Lá é possível passear de snowmobile. Para conhecer a maior parte dos pontos turísticos terá que ficar ao menos uma semana no país.
 
Vale muito a pena fazer o passeio do Golden Circle que passa por 3 das principais atrações locais, Geysir, Selfoss e Parque Nacional de Thingvellir. Uma dica é fazer o círculo completo, ou seja, prestar a atenção no GPS ou no mapa para não ir e voltar pelo mesmo caminho. Saia cedo para ter tempo para aproveitar bastante e poder parar onde quiser. O Tour oficial dura 8 horas.
 
No caso da Autora Boreal, existem 2 tipos de passeios que saem em busca desse fenômeno natural. Um sai de ônibus em direção ao norte mais escuro o outro sai de barco pelo mar em busca dos melhores locais. Nós também fomos em direção ao norte e paramos em uma estrada bem escura. Somente pudemos fazer essa busca em 2 dias, que não estavam nublados. No primeiro nada. No segundo conseguimos observar o início do fenômeno, quando luzes amarelas começaram a aparecer no céu, mas logo nuvens cobriram todo o céu. Certamente fica para outra viagem. Apesar disso, somente a visão de um céu tão estrelado já vale o passeio.
 
Hospedagem – como falei antes, o custo da hospedagem na Islândia é bem alto e uma opção que recomendo e ver a possibilidade de aluguel de apartamentos, que também são comuns na cidade. Nós ficamos em um apartamento de 2 quartos com varanda, excelente! Quase ao lado da principal rua da cidade (Laugavegur) e por preços bem inferiores aos praticados pela rede hoteleira local. No nosso caso, esse tipo de hospedagem em Reykjavik foi uma boa escolha, são bem profissionais e a qualidade e estrutura dos apartamentos bem superiores aos ofertados na maioria dos países da Europa. 

Einholt Apartments 
Stay@stay.is
Www.stay.is

Comida - A Islândia é um daqueles países que possui comidas típicas e estranhas para nós, do tipo tubarão estragado, foca, baleia, etc., mas existem diversos restaurantes para todos os gostos. O fast food local mais conhecido é o cachorro quente. Perto do Porto tem uma barraca que vende o mais famoso (até o Bill Clinton parou lá para comer). Esta sempre cheio, mas para falar a verdade, já comi melhores. Não existe Mac Donalds, mas há uma rede que vende hambúrguer do mesmo tipo.

 A Islândia, definitivamente não é um país para compras, mas que não consegue viajar sem comprar, o artesanato de tricô em lã com desenhos nórdicos, tais como casacos, gorros, luvas, etc., são os mais procurados.

A vida na Islândia parece ser muito calma. Coincidentemente, em um dos passeios pela Cidade de Reykjavík em um sábado à tarde, nos deparamos com uma festa local. Era o Festival do Bacon, que serve para angariar fundos para caridade. Vários estabelecimentos em conjunto com os moradores montam barraquinhas de comidas típicas e bebidas. A maioria de graça, incluindo refrigerantes e cerveja. Na verdade paga quem quer e como forma de contribuição. A oportunidade de observar a festa foi muito legal, pois pudemos observar como a capital tem aquele ar típico das pequenas cidades do interior, ou seja, a impressão que dava era de que todos se conheciam e que de alguma forma participavam, como uma daquelas quermesses que estamos acostumados a ver em cidades do interior brasileiro. São famílias passeando com os filhos pequenos, os jovens em grupos. Muita música local, comida e bebida. Vale a pena conhecer esse país.

 Se eu voltaria? Não vejo a hora !!

    Reykjavik 
      
    Reykjavik
    Reykjavik 
    Catedral 
    Paisagem 
         
    Estrada 
    Géiser - Geysir
 

     Cachoeira Selfoss
    Selfoss
    Caminho para a Laga Azul que passa por dentro de formações vulcânicas 
    
    Blue Lagoon
    Reykjavik 
    O famoso cachorro quente de Reykjavik






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