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sábado, 6 de julho de 2013

Vilnius - Lituânia

Vilnius é a capital da Lituânia e sua população é de 600 mil habitantes. Faz  divisa  com a Polônia, Bielorrusia e com uma pequena parte da Rússia (Kaliningrado) nas margens do Báltico. Seu centro histórico,  considerado patrimônio mundial pela UNESCO, pode ser percorrido a pé.  Hoje é um novo destino turístico da Europa.

Cada uma das 3 capitais do Báltico (Tallin, Riga e Vilnius), apresentam características arquitetônicas bem diferentes,  apesar da proximidade e das histórias de guerras e domínios, comuns a essas cidades.

No primeiro dia, saímos do hotel com direção ao centro histórico, nossa primeira igreja era de estilo tradicional ortodoxo com cúpulas verdes, mas logo em seguida entramos em uma rua que nos fez lembrar as ruazinhas nas pequenas cidades brasileiras. As igrejas com estilo barroco nos remetiam as cidades históricas mineiras. 

A percepção de um povo muito religioso era bem nítida nas missas, quando as igrejas da cidade ficavam lotadas. Em uma delas, onde encontra-se o retrato da virgem (Mother of Mercy - Lady of the Gate Down), considerada milagrosa e ponto de peregrinação que atrai milhares de peregrinos dos países vizinhos, principalmente poloneses. O retrato da Madonna  é venerado tanto por católicos quanto por ortodoxos. Para chegar perto, depois de uma fila enorme, tivemos que subir uma escada que nos levou a pequena capela onde são rezadas as missas. O Papa João Paulo II visitou essa igreja.  Fico imaginando como faziam na época do comunismo...

Seguindo mais alguns metros, encontramos a porta da alvorada ( Gate of Dawn), que é um dos principais pontos turísticos da cidade. Caminhando de volta ao centro, passamos pela prefeitura da cidade e continuamos  em direção a principal rua de comércio e restaurantes (Pilies),  onde se pode perceber a vida da cidade. Outra rua importante e antiga é a Vikieciu Gatvé, que vale a pena visitar.

Vale a pena conhecer também a torre do sino,  igreja de Santa Ana, palácio dos grandes duques, e a torre do castelo Gediminas que pode ser alcançado a pé ou de funicular. De lá se tem uma vista incrível da cidade.

Almoçamos em um restaurante típico da Lituânia, chamado Kaimas. Fica em uma das principais ruas do centro histórico. O local é muito interessante. No centro do restaurante existe uma árvore enorme. A decoração parece com um antiquário, misturado coisas velhas, num ambiente bem típico. A comida é a base de batatas e carne, mas o cardápio é enorme.  Caso prefira e esteja com saudades, logo ao lado existe um restaurante típico brasileiro (churrascaria)  chamado Grill Brazil! Na vitrine do restaurante tem um estátua enorme (uns 3 metros) de um índio.

Em relação ao hotel, tivemos que trocar no dia seguinte, mesmo tendo pago a segunda diária, pois a água não esquentava e lá fora estava uns 3 graus! Saímos de mala no segundo dia sem destino e achamos um hotelzinho dentro do centro histórico bem legal, no Booking Tonight, a diária acabou ficando bem em conta.

(Se) voltaria? Acho que só depois de conhecer outros lugares que estão na minha lista e no verão. 2 ou 3 dias são suficientes !








Riga - Letônia


Riga é uma das capitais do Báltico e considerada a mais cosmopolita. Os séculos de dominações por diversos povos, entre eles suécos, poloneses, alemães e russos, estão presentes na cultura dessa cidade.

As construções da cidade em art nouveau, são considerados patrimônio da humanidade pela Unesco. 

Chegamos a cidade de ônibus, vindos de Tallin, capital da Estônia. A viagem é rápida,  3 horas, e o ônibus é muito confortável, inclusive com Wi-Fi a bordo. As passagens podem ser compradas no site da empresa (Lux Express). 

Estou começando falando mais do ônibus, porque considero que vale muito a pena aproveitar a viagem e conhecer as 3 capitais do Báltico, Tallin, Riga e Vilnius, já que são bem próximas e podem ser visitas facilmente de ônibus. A Lux Express, pertence a Cia. aérea Air Baltic, cuja sede é em Riga e que também tem uma rota excelente dentro da Europa com preços similares aos das de baixo custo. 

Antes de chegar ao centro antigo,  passamos pela cidade nova, onde observamos a forte característica da arquitetura soviética. O ônibus nos deixou na enteada do centro antigo. Apesar da curta distância, o trecho é meio complicado por causa das rodas da mala nas ruas e calçadas de pedras irregulares, mas nada que atrapalhe a viagem. Chegando ao old town, fomos diretos para o nosso Hotel, que ficava em uma das ruas históricas e de pedestres, aliás o Hotel é excelente ( indicação abaixo). 

Saímos sem destino assim que as malas ficaram no Hotel. Andar pelas ruelas ao redor do centro histórico é uma viagem no tempo. Casas coloridas e igrejas com torres enormes. Tudo muito diferente. Como era uma tarde fria de domingo, as ruas estavam bem vazias, logo econtramos uma feirinha de artesanato  com poucos vendedores, mas muito simpáticos.  Apesar dessa simpatia aparente, sentimos diversas vezes a falta de paciência com turistas, principalmente quando não conseguem entender outra língua. Em relação a isso, a passagem mais engraçada aconteceu em um supermercado que fica em um Shopping bem chique, lá tentamos comprar uns pães doces. Ficou na tentativa mesmo. No caixa a senhora que nos atendeu  começou a falar alguma coisa que não entendemos. (De forma rude). Quando percebeu que não estávamos entendendo começou a gritar! Até hoje não sabemos o que houve. Os pães? Ficaram em cima do caixa! No dia seguinte, no mesmo local, mas dessa vez com uma mocinha, a coisa se repetiu, só que dessa vez ao invés de gritos, a moça jogou as coisas em cima de nós! Sem exagero! Elegemos Riga como a cidade que mais trata mal seus turistas.  Mas turista que é turista não se incomoda com essas coisas e foca na viagem.

No dia seguinte iniciamos nosso tour partindo da principal praça da cidade a Doma Laukums, lá esta uma enorme catedral Luterana. Em sua volta prédios antigos e bonitos. Alguns sendo renovados, mas  a sensação é de volta no tempo.

De lá fomos a Igreja gótica  de São Pedro, onde você paga para subir de elevador ao topo da torre. São quase 130 metros. A vista da cidade lá de cima é ótima, mas eu não voltaria. Antes de subir foi outra ''comédia'' para pagar. O preço era bem pequeno e resolvi pagar em moedas para diminuir a quantidade que eu tinha no bolso (moeda local). A Sra., que estava no caixa, pegou as moedas, mexeu, mexeu e derepente jogou tudo de vota, falando um monte de coisas que não entedíamos, mas o tom rude não deixava de ser percebido. Até eu descobrir que estava faltando 0,01 centavo. Tivemos que pagar algo em torno de 1,00 dólar com cartão de crédito.

Insistimos e depois de chegar ao topo da torre, descobri que não tinha escada de emergência, ou seja, se acontecer alguma coisa não tem como descer. Eu que sou claustrofóbico fiquei bem apreensivo até que o ascenssorista voltou, depois de 10 min., para buscar o grupo que tinha acabado de subir e que quase congelou, pois o frio (4 graus) mais o vento que fazia naquela altura dava uma sensação congelante.  Poderia ter evitado o sufoco e ficado esperando na igreja, mas perguntei 3 vezes ao ascenssorista se havia uma escada para descer em caso de emergência, mas não recebi resposta. O pior de tudo é que surdo ele não era! Acho que é o "jeitinho de ser" de Riga mesmo!

Um incômodo em Riga foi perceber senhoras idosas pedindo esmolas na rua. Soubemos que o país não possui um sistema de previdência oficial que atenda a população e que quando os maridos morrem essas senhoras ficam sem renda. Muitos dos filhos saíram de casa para procurar empregos nos países mais ricos da Europa, logo após a queda da União Soviética e depois com as facilidades de trânsito e emprego quando o país aderiu a Comunidade Européia, perdendo o contato com a família. Não posso precisar a verdade, mas incomoda tanto quanto crianças pedintes.

Dali continuamos caminhando e passando por ruas pequenas e muito bonitas. É muito curioso pensar que depois de tantos anos de guerras e ocupações, tenham conseguido manter uma arquitetura medieval tão bem preservada. Passamos pela praça Ratslaukums, onde fica uma das mais belas construções da cidade, a casa das confraria das cabeças negras.  Ao redor dessa praça existem cafés, restaurantes, lojinhas de souvenirs e um museu da segunda guerra.

Caminhando por Riga, é possível encontrar diversas construções muito bonitas. Vale a pena conhecer: as famosas casas três irmãos (as mais antigas da cidade), casa dos gatos, torre de pólvora, o castelo de Riga que hoje é a sede do governo, a troca da guarda no monumento da liberdade que fica ao lado de uma parque lindíssimo, a beira do rio e do teatro nacional. Nao deixe de  conhecer também o mercado local, que apesar de ficar meio fora do old town é muito perto e enorme. Lá compra-se de tudo, desde comida, roupas e até jóias de âmbar. Dá pra fazer tudo a pé em 2 dias! 

Riga é considerada a mais cosmopolita das capitais do Báltico e tem sido muito procurado como um novo destino turístico na Europa. Na minha opinião precisa melhorar muito no quesito atendimento ao turista. Talvez uma campanha como foi feita na França há muitos anos ajude!

Hotel - nos hospedamos no Hotel  Centra,  o quarto era excelente e super moderno, a localização fantástico, e o café da manhã muito bom. Muito indicado.

(Se) voltaria? Hum. Talvez pra conhecer no verão e mudar minha opinião do atendimento a turistas!










 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Romênia - Bucareste, Brasov - Transilvânia


Bucareste é maior cidade da Romênia. Comparando-a com outras cidades europeias, Bucareste é considerada relativamente nova, tendo o início de sua existência sendo registrado por volta do ano de 1450. Só foi transformada em capital em 1862. Atualmente tem quase 2 milhões de habitantes e é a sexta maior cidade europeia em população sem contar às cidades satélites.

É uma Europa muito mais pobre economicamente do que a ocidental, mas muito rica culturalmente e com um povo, muito alegre e solidário.

Antigamente foi conhecida como a Paris do Leste, talvez pelos amplos boulevares e largas avenidas. Hoje, porém podemos ver a influência da época comunista nas grandes construções acinzentadas, como o prédio do parlamento romeno que é o maior prédio da Europa e segundo do mundo, perdendo em tamanho apenas para o prédio do pentágono em Washington-DC. Hoje podemos ver também as construções modernas que buscam levar a cidade a uma Europa moderna.

A revolução de 1989, que derrubou o regime comunista e tirou o país da antiga União Soviética, ainda parece bem próxima, quando observamos os prédios governamentais, mas a recente entrada do país na União Europeia em 2005, já aparece em prédios modernos e até na forma de se vestir da população, com shoppings centers expondo marcas comuns de um mundo globalizado.

Chegando ao aeroporto de Bucareste é fácil notar a diferença para outras cidades europeias, não só pelo pequeno porte, mas pela quantidade de pessoas. A impressão que se tem é a de que estamos desembarcando em um aeroporto brasileiro. Talvez, influenciados pelo clima local, pela língua e pelas pessoas que se assemelham bastante ao biótipo brasileiro. O romeno é uma das línguas latinas, possuindo elementos comuns ao português, italiano, francês e espanhol. O jeito de falar lembra a dos italianos (falam com as mãos) e apesar de conseguirmos ler muitas coisas devido à semelhança como o português, não dá para entender o que falam.

Saindo do aeroporto a impressão não muda muito, são diversas pessoas oferecendo serviços de taxi, uma confusão. Em relação ao serviço de taxi, é bom que seja chamado por telefone por uma companhia local, pois o preço pode ser bem menor que os praticados localmente. Mais uma vez vale a pena pechinchar! Os taxis amarelos e pretos são muito pequenos e aparentam ser bem velhos. Soube que se tratava de uma marca de automóvel local (Dacia) que foi comprada pela Renault, mas que continua fazendo sucesso no país, talvez pelo baixo custo.

Embora muitos edifícios e distritos do centro histórico tenham sido danificados por guerras, e pelo regime comunista de Nicolae Ceausescu, além de terremotos, ainda existem ruas onde é possível observar a arquitetura neoclássica do final do século XIX. Algumas ruas, como a Lipscani, no Old Town, se parecem muito com as ruas do centro do Rio de janeiro, com pedras portuguesas e seus pequenos sobrados coloridos. O ambiente em algumas delas lembra o bairro da Lapa com muitas mesinhas nas ruas para comer, badalar ou somente observar as pessoas experimentando a cerveja local (URSUS). No sábado a tarde o local fica cheio e o clima é de descontração. O que, mais uma vez,  nos fez lembrar o Brasil. As mulheres romenas são bonitas e morenas como as brasileiras e homens possuem uma estatura mais baixa que a média do restante da Europa. Mas não era só o lugar, e a aparência das pessoas que nos fez lembrar o Brasil. O clima alegre, as performances de grupos e indivíduos também nos deixavam com a sensação de estar em casa. Depois da cerveja, fomos a um restaurante local chamado Caru’ Cu Bere (http://www.carucubere.ro/ro/homepage) que fica bem próximo a Rua Lipscani. É um restaurante bem típico com danças folclóricas e comidas típicas, apesar da quantidade de turistas no local, valeu a pena conhecer, pois é bem bonito e o ambiente bem alegre. Já em relação a comida, não era tão boa assim, talvez tenhamos escolhido os pratos errados, pois a comida da Romênia é considerada muito boa! O preço? Bem mais barato do que comer em um restaurante médio no Brasil.

No dia seguinte, planejamos passar o dia inteiro em uma visita ao Castelo do Drácula (Bran Castle) e a Brasov. Pegamos o trem rápido (existe alguns paradores) que sai de Bucareste diversas vezes ao dia, com destino a Brasov na Transilvânia, sendo que o primeiro parte às 6:30h. A viagem de trem leva em torno de 3 horas e passa por diversas cidadezinhas que ficam situadas entre os Cárpatos. A viagem foi muito tranquila e permitiu conhecer, mesmo de longe, um pouco do interior do país.

Chegando a Brasov, na saída da estação, diversas pessoas ofereciam tours particulares. Encontramos até um brasileiro fazendo esse trabalho. Preferimos fazer por conta própria.  Pegamos um ônibus (número 4) que nos levou até o Old Town de Brasov, que é uma cidade pequena, mas muito bonita. A arquitetura neoclássica ainda sobrevive e que atrai muitos turistas, principalmente os que procuram chegar ao Bran Castle (cidade Bran) e conhecer a Igreja Negra (Black Church), a maior em estilo gótico entre Viena e Istambul.

Depois de conhecer Brasov, pegamos o ônibus que parte do terminal 2, na estação de ônibus Bartolomeu, que fica bem próximo ao Old Town de Brasov. O ônibus leva diretamente ao Castelo, mas como é um ônibus de linha comum, vai parando pelo caminho, chegando ao destino em, aproximadamente, 40 minutos. Tem que pedir ao motorista para parar em frente à entrada do Castelo, pois caso contrário ele continua sem avisar! Nós só paramos porque estávamos vendo o castelo da janela e acabamos tendo que saltar no ponto seguinte, conosco saíram outros turistas, incluindo um brasileiro.  Antes de entrar (subir) no castelo, tem um mercadinho que vende souvenir local. A entrada do castelo para adultos é de aproximadamente USD 6,00 (20,00 novo Leu). O castelo não é lá essas coisas, pois na realidade foi reconstruído depois de um grande incêndio. O pior para mim foi ter que subir uma longa escada por dentro de um túnel estreito e escuro sem saber onde era o fim. Vale mais pela história!

Na volta pegamos o mesmo ônibus do lado inverso da rua onde paramos, porém chegando a Brasov, o ônibus parou em uma estação de ônibus diferente da que partimos. Saímos sem prestar muita atenção. Essa estação fica mais longe da estação de trem. Até a estação utilizamos um taxi, que não tem taxímetro e o preço tem que ser negociado com o motorista. Pagamos 5,00 euros sem brigar muito, pois queríamos voltar a Bucareste e aproveitar mais um pouquinho a noite. Chagando a Bucareste pegamos um metrô, que tem conexão dentro da própria estação ferroviária, para ir mais uma vez ao Old Town.

Em relação ao Hotel, desta vez não tenho recomendação. Ficamos em um Hotel Boutique bem confortável, com café da manhã excelente, mas não gostei da localização, o Wi-Fi não funcionava e nos trocaram de quarto sem aviso prévio.

(Se) eu voltaria? Sim, principalmente para conhecer outras cidades do país.


















Kiev - Ucrânia


Kiev, capital da Ucrânia e maior cidade do país, tem uma história fantástica e apesar de tantas guerras e domínios externos, vem se transformando numa capital moderna e construindo uma boa infra estrutura para se transformar em mais um polo turístico europeu. A primeira impressão que se tem é de uma cidade renovada e bem preparada para nos receber. Os preços da hotelaria local já estão no nível de preços de outros grandes países europeus e talvez precise de uma revisão para atrair mais turistas. Talvez, por termos chegado 2 meses após o fim da Eurocopa 2012, os preços podiam estar influênciados pela demanda do evento.

É uma das cidades mais antigas e importantes da Europa Oriental e tem desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento da civilização eslava oriental, bem como na moderna nação ucraniana. Foi fundada no século V pelos eslavos orientais. Na Segunda Guerra Mundial, a cidade sofreu danos significativos, mas se recuperou rapidamente nos anos pós-guerra, tornando-se mais uma vez a terceira cidade mais importante da União Soviética. O catastrófico acidente na central nuclear de Chernobil ocorreu apenas 100 km ao norte da cidade. No entanto, os ventos predominantes no sentido norte soprou os detritos radioativos mais substanciais para longe da cidade.

Está localizada em ambos os lados do rio Dnieper, que corre para o sul através da cidade em direção ao Mar Negro. A parte mais antiga da cidade, na margem direita (a oeste do rio), é representada por numerosas colinas arborizadas, pequenos vales e pequenos rios. A cidade cresceu para a margem esquerda (leste do rio) apenas a partir do século XX. Significativas áreas da margem esquerda do vale do Dnieper foram artificialmente preenchidas com areia e protegidas por barragens. (Wikepídea).

Chegamos a Kiev a noite, vindos diretos do Brasil. Nosso voo foi direto para Roma e lá para Kiev com uma rápida escala em Riga (Gostamos muito da empresa aérea local – Air Baltic, tanto nesta como em outras viagens). Chegando a Kiev e depois de passar pelo controle de passaportes (brasileiro não precisa de visto), fomos tentar fazer câmbio, pois como já era bem tarde, teríamos que usar taxi para chegar ao Hotel. Uma fila enorme no banco do aeroporto, pois o processo de câmbio é muito burocrático e demorado. Cansados, resolvemos sacar direto na conta do Brasil em um terminal de ATM, que funcionou muito bem, aliás, Kiev é muito bem servida de ATMs e bancos. Desde que chegamos ao aeroporto até o taxi percebemos que teríamos problema na comunicação, mas como sempre faço em países de língua muito diferente, levo os endereços  e algumas frases básicas na língua local.

A noite a impressão que se tem é de uma metrópole muito grande, mas no dia seguinte percebemos que é bem menor do que aparentava, o que para nós foi ótimo. Ainda dentro do metrô, que em algumas partes passa fora de túneis, tivemos a oportunidade de observar as primeiras belas paisagens das margens do rio Dnipro e do horizonte dominado pelos domos dourados das igrejas. As estações de metro em Kiev são bonitas, mas de uma profundidade incrível, aliás a estação mais profunda do mundo encontra-se lá.

Chegando ao hotel tivemos que aguardar por uma atendente que falasse inglês para fazer o cheque in, mas foi rápido. Falando no hotel é um que posso indicar. Apesar de não ficar localizado no centro (a 3 km), tem uma estação de metro a menos de 5 minutos, cujo qual nos deixa diretamente no centro sem precisar trocar de linhas (10 minutos) e o preço da diária, comparada a de outros hotéis do centro é bem inferior. É um hotel bem grande (mais de 300 quartos) ao estilo soviético, mas que apresenta um certo conforto  devido ao tamanho do quarto e da varanda, alem do Wi-Fi que funcionava muito bem. Ao lado do hotel, encontram-se um supermercado e um comércio bem típico e com preços bem inferiores aos praticados no centro da cidade. Falando em internet, foi uma grata surpresa verificar que a rede Wi-Fi está disponível em praticamente toda a cidade gratuitamente e sem exigência de criação de senhas, etc. 

No primeiro dia, usamos um aplicativo de viagem para Ipad/Iphone que utiliza GPS e que foi muito prático por funcionar offline. Eram 4 ou 5 tours diferentes, fizemos 3. O primeiro que levaria 4 horas, acabou levando praticamente quase todo o dia, pois sempre queríamos ficar mais tempo nos pontos indicados. Como o aplicativo também vai marcando seu roteiro no mapa, ao fim do dia tínhamos construído uma teia de aranha no centro da cidade.

Como ficaríamos 4 dias inteiros na cidade, achávamos que era tempo suficiente para conhecer tudo, mas o ideal mesmo seria ter ficado uma semana, pois tivemos que correr muito para tentar aproveitar o máximo e o cansaço não nos permitiu conhecer algumas das famosas baladas da cidade que têm atraído o jet-set internacional nos fins de semana, afinal turista que é turista, acaba tendo que dormir cedo! Isso não quer dizer que não aproveitamos um pouco do sábado a noite. Fomos a uma balada bem local. Acho que não estavam entendendo o que fazíamos ali. A primeira surpresa foi escutar músicas brasileiras e ver o povo cantando, suponho, sem entender nada! Diferente também é que os homens dançam quase que acrobaticamente, tanto quantos as mulheres, mas também quem vai ligar para essas coisas depois de tanta vodka, que na Ucrânia é chamada de gorilka e tem uma grande variedade de marcas. Nós preferimos experimentar a cerveja local Obolon. O cansaço falou mais alto e fomos dormir, afinal o domingo prometia mas caminhadas.

No domingo fomos direto para a principal praça da cidade, da Independência, que fica bem no centro da cidade e tem formato de estádio, talvez ainda em estilo do antigo modelo russo. Nessa praça encontramos uma coluna alta onde no alto está a estátua de uma deusa eslava e que substituiu a antiga estátua de Lenin. Essa praça foi palco da revolução laranja que levou a democracia de volta ao país. Hoje a praça é usada para todos os grandes eventos. Nos dias que estávamos na cidade a praça estava preparada para shows. Só conseguimos assistir os fogos da varanda do hotel. Nessa praça encontramos muitos artistas, jovens, pessoas fantasiadas e com pombos treinados que são ofertados para fotos com turistas, aliás, pombo treinado não falta em todos os monumentos e sítios turísticos da cidade, mas basta dizer que não quer que não há perturbação.

Aos domingos a principal rua da cidade(Khreshchatyk) que fica em frente a praça, fica fechada ao trânsito e é usada como lazer pela população, aproveitamos para descansar um pouco e observar os hábitos locais. O que mais nos chamou atenção foram os casamentos, que não sabíamos onde tinham ocorridos, mas os noivos e convidades passeavam pela rua em clima de festa! As pessoas são bem simpáticas e parecem bem felizes! Eu, sempre procurando por novidades, fui provar um prato típico em um restaurante e não deu para comer. O segundo também ficou no prato, mas acho que a culpa foi minha, pois pedi e insisti em um prato típico local. Os ucranianos são conhecidos como os italianos do leste por sua fama na cozinha, mas acho que em termos de pratos típicos, continuo preferindo os italianos.

No terceiro dia fomos visitar Lavra (Kievo-Pecherskaya Lavra). Apesar de usar o metrô para chegar o mais próximo do local, ainda tivemos que andar bastante, mas valeu a pena. Trata-se do monastério mais antigo da Ucrânia e um dos lugares mais santos da religião ortodoxa oriental. O local é declarado pela Unesco como patrimônio da humanidade. Como havia lido que era bom ir cedo por causa das multidões de fiéis, seguimos o conselho, mas até que não estava tão cheio.  Na realidade não é só um mosteiro, mas um belo complexo  arquitetônico. Prepare-se para andar muito, além de subir e descer ladeiras.. Nesse mesmo mosteiro é possível entrar em catacumbas que possuem túneis subterrâneos, onde são encontrados os ossos e esqueletos inteiros de monges vestidos. Eu não visitei, pois a claustrofobia não iria permitir, também achei muito fúnebre e tinham coisas bem mais interessantes para ver acima! Participei de parte de duas missas, que acontecem em pé, mas que são muito interessantes. Há uma fumaça constante de incenso e corais que cantam músicas muito tranquilizantes e que te faz voltar no tempo.

Muito interessante são os monges locais, com suas vestimentas pretas, barbas grandes. Sobre eles, um aviso: Não tente tirar fotos, por mais estranhso que pareçam! Nós estávamos fotografando uma ladeira de onde vinham 2 desses monges. Aproveitamos para fotografá-los de longe. De repente eles começaram a gritar conosco escondendo o rosto! Imaginem a cena! Nós 2 com câmeras na mão, com 2 monges gritando e se escondendo nos cantos dos muros e todo mundo olhando para nós com cara de desaprovação! Não faço a mínima idéia o que les gritavam, mas a impressão era de nos xingavam e chamavam a polícia! De fininho continuamos descendo como se nada tivesse acontecido e tentando disfarça que estávamos fotografando a paisagem. Ufa, cheguei a pensar que iriam nos prender. Em outra igreja, no mesmo monastério, fomos cumprimentados por outro monge muito simpático que até nos benzeu e logo em seguida  entro em um carro preto de luxo, dirigindo em direção a saída da igreja. Acho que se tívemos pedido uma foto, teria sido tranquilo e isso nos deixou mais curiosos com o que teria ocorrido com os outros dois.

Saindo do mosteiro andamos uns 10 minutos até um dos símbolos da cidade que é a estátua da ‘’Mãe Pátria’’, feita de aço inoxidável e medindo 61 metros de altura. Eu não gostei, mas está em lugar bem alto da cidade e em um parque bem grande onde tem estátuas de soldados e tanques de guerra e canhões. No meio do caminho, entramos um centro de cultura local, onde estava ocorrendo um casamento típico (muito engraçado) e danças folclóricas.Comi uns crepes com doce de leite e seguimos caminhando.

No último dia, fomos ao Podil, um bairro histórico e comercial nas margens do rio. Chega-se pelo funicular e sai-se em frente à bela Igreja da Natividade ou por metrô. Na parte mais alta está a magnífica igreja barroca da Santo André, dominando a vista de todo este lado da cidade. Na descida ou subida da principal rua do bairro, há galerias de arte e um mercado de rua onde é possível comprar antigas bandeiras ou bonés militares soviéticos, além de obras de artistas locais.  Os principais souvenirs ucranianos, além das bonecas russas (Matrioshka), que também são fáceis de ser encontradas nos países ex-integrantes da antiga União Soviética, são as camisas de tecidos ou malhas com o famoso bordado típico, além dos típicos ovos coloridos a mão.

Um lugar muito interessante, que aproveitamos para conhecer é o principal mercado da cidade, que fica bem na parte central, chamado Besarabsky Rynok. É o mais antigo da cidade e fica em um prédio que mais se parece com uma grande estação de trem. Lá se pode encontrar de tudo, desde caviar, carne de javali, queijos, frutas até a tradicional vodka. Nós compramos framboesas brancas, que na realidade eram meio amarelas, mas eu nunca tinha visto. O gosto é similar ao da vermelha! Andando pelo mercado, os vendedores oferecem prova de tudo...Caso aceite as provas, vai terminar do outro lado sem precisar almoçar!

Hotel Bratislava - Diária  UAH 500,00
Andriya Malyshko Street 1, Kiev 

Se eu voltaria? Certamente, parti de Kiev e da Ucrânia já com vontade de voltar!



                                                      Mosteiro de São Miguel

                                                              Igreja de Santo André 


                                                               Igreja de Santo André 
                                                             Catedral de Santa Sofia 
                                                  Catedral de Laura das Grotas de Kiev





                                                               Estátua da Mãe Pátria 


                                                                 Rua khreshchatyk