Riga é uma das capitais do Báltico e considerada a mais cosmopolita. Os séculos de dominações por diversos povos, entre eles suécos, poloneses, alemães e russos, estão presentes na cultura dessa cidade.
As construções da cidade em art nouveau, são considerados patrimônio da humanidade pela Unesco.
Chegamos a cidade de ônibus, vindos de Tallin, capital da Estônia. A viagem é rápida, 3 horas, e o ônibus é muito confortável, inclusive com Wi-Fi a bordo. As passagens podem ser compradas no site da empresa (Lux Express).
Estou começando falando mais do ônibus, porque considero que vale muito a pena aproveitar a viagem e conhecer as 3 capitais do Báltico, Tallin, Riga e Vilnius, já que são bem próximas e podem ser visitas facilmente de ônibus. A Lux Express, pertence a Cia. aérea Air Baltic, cuja sede é em Riga e que também tem uma rota excelente dentro da Europa com preços similares aos das de baixo custo.
Antes de chegar ao centro antigo, passamos pela cidade nova, onde observamos a forte característica da arquitetura soviética. O ônibus nos deixou na enteada do centro antigo. Apesar da curta distância, o trecho é meio complicado por causa das rodas da mala nas ruas e calçadas de pedras irregulares, mas nada que atrapalhe a viagem. Chegando ao old town, fomos diretos para o nosso Hotel, que ficava em uma das ruas históricas e de pedestres, aliás o Hotel é excelente ( indicação abaixo).
Saímos sem destino assim que as malas ficaram no Hotel. Andar pelas ruelas ao redor do centro histórico é uma viagem no tempo. Casas coloridas e igrejas com torres enormes. Tudo muito diferente. Como era uma tarde fria de domingo, as ruas estavam bem vazias, logo econtramos uma feirinha de artesanato com poucos vendedores, mas muito simpáticos. Apesar dessa simpatia aparente, sentimos diversas vezes a falta de paciência com turistas, principalmente quando não conseguem entender outra língua. Em relação a isso, a passagem mais engraçada aconteceu em um supermercado que fica em um Shopping bem chique, lá tentamos comprar uns pães doces. Ficou na tentativa mesmo. No caixa a senhora que nos atendeu começou a falar alguma coisa que não entendemos. (De forma rude). Quando percebeu que não estávamos entendendo começou a gritar! Até hoje não sabemos o que houve. Os pães? Ficaram em cima do caixa! No dia seguinte, no mesmo local, mas dessa vez com uma mocinha, a coisa se repetiu, só que dessa vez ao invés de gritos, a moça jogou as coisas em cima de nós! Sem exagero! Elegemos Riga como a cidade que mais trata mal seus turistas. Mas turista que é turista não se incomoda com essas coisas e foca na viagem.
No dia seguinte iniciamos nosso tour partindo da principal praça da cidade a Doma Laukums, lá esta uma enorme catedral Luterana. Em sua volta prédios antigos e bonitos. Alguns sendo renovados, mas a sensação é de volta no tempo.
De lá fomos a Igreja gótica de São Pedro, onde você paga para subir de elevador ao topo da torre. São quase 130 metros. A vista da cidade lá de cima é ótima, mas eu não voltaria. Antes de subir foi outra ''comédia'' para pagar. O preço era bem pequeno e resolvi pagar em moedas para diminuir a quantidade que eu tinha no bolso (moeda local). A Sra., que estava no caixa, pegou as moedas, mexeu, mexeu e derepente jogou tudo de vota, falando um monte de coisas que não entedíamos, mas o tom rude não deixava de ser percebido. Até eu descobrir que estava faltando 0,01 centavo. Tivemos que pagar algo em torno de 1,00 dólar com cartão de crédito.
Insistimos e depois de chegar ao topo da torre, descobri que não tinha escada de emergência, ou seja, se acontecer alguma coisa não tem como descer. Eu que sou claustrofóbico fiquei bem apreensivo até que o ascenssorista voltou, depois de 10 min., para buscar o grupo que tinha acabado de subir e que quase congelou, pois o frio (4 graus) mais o vento que fazia naquela altura dava uma sensação congelante. Poderia ter evitado o sufoco e ficado esperando na igreja, mas perguntei 3 vezes ao ascenssorista se havia uma escada para descer em caso de emergência, mas não recebi resposta. O pior de tudo é que surdo ele não era! Acho que é o "jeitinho de ser" de Riga mesmo!
Um incômodo em Riga foi perceber senhoras idosas pedindo esmolas na rua. Soubemos que o país não possui um sistema de previdência oficial que atenda a população e que quando os maridos morrem essas senhoras ficam sem renda. Muitos dos filhos saíram de casa para procurar empregos nos países mais ricos da Europa, logo após a queda da União Soviética e depois com as facilidades de trânsito e emprego quando o país aderiu a Comunidade Européia, perdendo o contato com a família. Não posso precisar a verdade, mas incomoda tanto quanto crianças pedintes.
Dali continuamos caminhando e passando por ruas pequenas e muito bonitas. É muito curioso pensar que depois de tantos anos de guerras e ocupações, tenham conseguido manter uma arquitetura medieval tão bem preservada. Passamos pela praça Ratslaukums, onde fica uma das mais belas construções da cidade, a casa das confraria das cabeças negras. Ao redor dessa praça existem cafés, restaurantes, lojinhas de souvenirs e um museu da segunda guerra.
Caminhando por Riga, é possível encontrar diversas construções muito bonitas. Vale a pena conhecer: as famosas casas três irmãos (as mais antigas da cidade), casa dos gatos, torre de pólvora, o castelo de Riga que hoje é a sede do governo, a troca da guarda no monumento da liberdade que fica ao lado de uma parque lindíssimo, a beira do rio e do teatro nacional. Nao deixe de conhecer também o mercado local, que apesar de ficar meio fora do old town é muito perto e enorme. Lá compra-se de tudo, desde comida, roupas e até jóias de âmbar. Dá pra fazer tudo a pé em 2 dias!
Riga é considerada a mais cosmopolita das capitais do Báltico e tem sido muito procurado como um novo destino turístico na Europa. Na minha opinião precisa melhorar muito no quesito atendimento ao turista. Talvez uma campanha como foi feita na França há muitos anos ajude!
Hotel - nos hospedamos no Hotel Centra, o quarto era excelente e super moderno, a localização fantástico, e o café da manhã muito bom. Muito indicado.
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