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sábado, 29 de junho de 2013

Atenas - Grécia

Atenas






Jerusalém - Israel

A viagem a Israel foi feita por navio e os dois dias que ficamos não foram suficientes para conhecer tudo, mas deu para ter uma ideia do país.  Chegando por navio não é necessário tirar o visto com antecedência, mas mesmo assim é preciso se apresentar a um funcionário do governo israelense dentro do navio um dia antes de atracar no país. 

O navio chegou a Israel bem cedo e embora houvesse diversas opções de excursões, decidimos  passear por nossa conta para conhecer melhor a vida local. O Porto onde o navio atracou é o maior do País e fica na cidade que possui o mesmo nome, Ashdod. Trata-se da bíblica Azoto uma das cinco cidades dos filisteus. Hoje possui 200.000 habitantes e é a quinta maior cidade de Israel.

Sair do porto não é fácil, pois táxis e ônibus não podem entrar no porto, mas o navio colocou à disposição ônibus que circulariam durante o dia entre o porto e a cidade. Saindo do navio já verificamos que a questão da segurança seria bem diferente de outros países. Geralmente passamos pelo raios-x para entrar no navio, mas em Israel o raio-x também é obrigatório na saída.

Nossa primeira parada foi na praia local, que apesar do calor estava bem vazia. O mar é bem cristalino e com areias claras. Apesar de parecer bem calmo, havia placas avisando sobre a proibição de se nadar no local. Talvez, por ser um dia de semana, não tivessem salva-vidas suficientes e daí a proibição, mas deu para dar ao menos um mergulho sem sermos incomodados.

Aproveitamos o mesmo ônibus circular do navio e fomos em direção ao centro da cidade. O ónibus nos deixou praticamente na porta de 2 shoppings centers. Logo na entrada de um  dos shoppings já estranhamos, pois havia raio-x na entrada! Bem se a gente já fica meio desconfiado de todo o aparato de segurança nesse país, imagine ter que passar no raio-x em um shopping center.  O shopping não tinha nada de mais, aliás, bem feio para os padrões brasileiros.  Depois de perceber que não ia rolar compras naquele local, décimos sair e andar mais pela cidade. Paramos em um supermercado para comprar água e mais uma vez raio-x. Isso mesmo! raio-x para entrar em um supermercado.  O calor era terrível, e por isso entramos logo em seguida em outro shopping. Esse, apesar de menor, era um pouco melhor no quesito compras, mas os preços são absurdos! Tomei o sorvete mais caro da minha vida! Quase 30 reais por uma bola de sorvete e não estava nem tão bom assim...

Foi uma decepção e um grande arrependimento de não termos ido para Tel-Aviv  que fica a apenas 30 minutos de ônibus, mas tenho que confessar que a decisão de ficar na cidade se deu muito pela situação de insegurança que estávamos sentido. Havia nesse período um rumor de ataques por parte de palestinos, e talvez, ficar longe da capital fosse melhor.

No dia seguinte seguimos bem cedo para Jerusalém, que fica há um pouco mais de uma hora do porto.  O lado de fora da cidade é bem bonito e muito parecido com o que vemos nos filmes de época com aquelas muralhas tom de terra e muito calor e sol. Já dentro da cidade era tanta gente que mais parecia um formigueiro. Descobrimos que chegamos logo em um dia de um feriado judeu muito importante, daí a entrada a esquerda que é a forma mais fácil de dar a volta pela cidade estava fechada. Tivemos que seguir em direção ao bairro armênio, passando pelo muro das lamentações até chegar ao bairro cristão.

Eu esperava mais de Jerusalém, ou seja, esperava por um lugar mais tranquilo, onde pudéssemos meditar, rezar, etc... A quantidade de gente não permite isso. Não são só visitantes, são milhares de barraquinhas que vendem de tudo, desde temperos a souvenirs.  O pior de tudo é que estão espalhadas por toda a Via Sacra, acabando com toda a expectativa de um lugar sacro. Até mesmo localizar as estações da via sacra, que na maioria das vezes estão escondidas por lojinhas, é difícil. Visitar o Santo Sepulcro é quase impossível, ao menos, se você tem em mente poder rezar no local.

O que muito me impressionou em Jerusalém foi a enorme quantidade de guardas ‘’ armados até os dentes’’. A guarda é na sua maioria composta por jovens que mais parecem crianças, mas carregam metralhadoras enormes. A todo o tempo eu ficava esperando alguém gritar ou surgir um barulho maior para que aquelas ‘’crianças’’ começassem a atirar.  Na volta observar o tamanho dos muros que separam a cidade da Palestina,  nos dá uma sensação muito ruim, aliado ao forte esquema de identificação e revista para retornar ao navio, mostra claramente como deve ser a vida naquele pequeno país.

Apesar de tudo, não posso negar que a vista é uma experiência fantástica, pois nos remete a tudo que a gente sempre aprendeu e sempre ouviu falar.

Se eu voltaria, Sim, mas com outros olhos e outras expectativas. Quero muito voltar e visitar Belém e o Mar Morto. Quem sabe um dia aquele povo não se entende e facilite a vida dos turistas? Amém.

Navio: Mariner of The Seas - Royal Caribbean






















Egito - Cairo e Alexandria

Foi uma viagem rápida – 2 dias – e o curto prazo talvez tenha atrapalhado algumas observações que costumamos ter em períodos maiores. Com os distúrbios que o Egito tem passado nos últimos anos, acaba nos deixando preocupados com a segurança e, por isso, decidi que a viagem seria de feita de navio que ficou ancorado na cidade de Alexandria por 2 dias inteiros. Apesar de o navio oferecer tours ao Cairo, preferimos comprar diretamente com uma agência de turismo na internet, aliás, um excelente atendimento. O preço do tour saia pela metade do preço cobrado pelo navio  e incluía visita as pirâmides, cidade do Cairo, museu do Cairo, almoço, etc. Como o navio chegou ao porto bem cedo, as 8:00h da manhã já estávamos aguardando o guia que nos levaria para o passeio. Como o navio era muito grande, quase 4 mil passageiros, haviam dezenas de ônibus de turismo aguardando pelos turistas, foi ai que descobrimos que estávamos no mesmo tour oferecido pelo navio, porém com 50% de desconto!  Apesar do desconto já estávamos meio arrependidos, pois não estávamos querendo muito entrar nessas excursões imensas, com paradas para compra, etc. O folder dizia que seríamos conduzidos em grupos pequenos e com guia formado em arqueologia, mas entramos em um ônibus grande com turistas do mundo inteiro.

Sair do porto entrando na cidade de Alexandria foi um como sair do paraíso e entrar no inferno. Era uma sujeira, montes de lixos de metros de altura, carros velhos misturados a cavalos e pessoas. Bem, pensei eu, dever ser um lugar ruim, pois estamos perto do porto...indo mais longe piorou muito!  A distância até o Cairo é grande (quase três horas). No caminho paramos em um restaurante para que as pessoas pudessem ir ao banheiro. A sujeira era tão grande que existiam nuvens de moscas que atacavam as pessoas e acabaram entrando no ônibus. Foi um sufoco chegar ao Cairo. A primeira parada foi nas grandes pirâmides. O tempo  mal deu para tirar fotos. A quantidade de vendedores insistindo para que você compre bugigangas é tão grande que é impossível você relaxar e observar a beleza dos monumentos com calma, mesmo assim é impossível ficar maravilhado com o tamanho e beleza. A seguir paramos na Esfinge de Gizé, que também é muito bonita, mas não dá para chegar muito perto. O calor infernal e a quantidade de pessoas oferecendo coisas não diminuem nem um pouco.

Saímos de lá em direção a um hotel onde almoçaríamos. O trânsito na cidade do Cairo e terrível – esqueça de tudo que você possa ter achado ruim sobre transito  antes, é bem pior – parece não haver nenhum tipo de sinal ou regra, ou seja, passa quem for mais corajoso, tiver um carro maior ou gritar mais alto. São centenas de kombis velhas sem portas que fazem o transporte público. As pessoas saem e entram na Kombi em movimento, aliado a tudo isso, existem um monte de carroças e cavalos andando em todas as direções. O interessante é que para o povo local tudo parece ser natural. Ainda em direção ao almoço passamos por rios poluídos e cheios de lixo. Até um cavalo morto tinha na água e o pior de tudo é que haviam crianças brincando nessa água preta. Chegamos ao Hotel, que até era bonito, mas já não tínhamos apetite nem coragem de experimentar o buffet.

De lá, e como sempre nesse tipo de excursão, paramos em uma loja de artesanato local e joias. É claro que não compramos nada! Era tudo muito caro! O pior é que na saída o ônibus enguiçou e tivemos que esperar mais de uma hora em um sol escaldante, ate que aparecesse um mecânico e pessoas para empurrar. É claro que essa parada inesperada iria atrapalhar o passeio. De lá rodamos um pouco pelos principais pontos turísticos da cidade até chegar ao Museu do Cairo. Antes da entrada nos avisaram para deixar todas as câmeras e celulares no ônibus pois era estritamente proibida a entrada desses objetos e que não havia lugares para guardar. Eu deixei as máquinas, mas meu celular foi junto. Antes de entrar nos deram um fone de ouvido para acompanhar o tour na freqüência da guia e não atrapalhar outros turistas. É claro que não funcionou! No raio X não viram nada, ou seja, entrei com celular sem ser incomodado. Apesar disso estava respeitando os avisos de não fotografar, até que vi que todos estavam tirando fotos (...e minha máquina no ônibus). Ainda sim, não abusei nas fotos, ou seja, só consegui tirar com calma quando os guardas estavam ajoelhados, fazendo uma das orações do dia da religião mulçumana. Voltando ao Museu...Apesar de precisar de uma reforma (estão construindo um novo e maior), tem uma imensidade de peças que deixam qualquer pessoa que tenha interesse  pela cultura egípcia, estasiado. Só a máscara fúnebre de ouro do Rei Tutancâmon já vale a visita. Fomos os últimos a sair do Museu que já estava fechado e era noite. De lá voltamos a Alexandria, em uma viagem super cansativa de mais de 3 horas. Já chegamos ao porto depois das 23:00h.

No dia seguinte, depois da maratona do dia anterior, descartamos qualquer possibilidade de conhecer Alexandria com excursão.  Sair a pé do porto foi bem pior que sair de ônibus. Acho que após 5 minutos eu já queria voltar correndo para o navio, mas fui incentivado a ter coragem e seguir. Eram dezenas de homens nos abordando oferecendo coisas e passeios insistentemente. Não adiantou aprender a falar não e fazer gestos negativos em árabe, pois eles continuavam insistindo. Além desses homens que estavam a pé, dezenas de outros nos cercavam com charretes oferecendo passeios.  Estava vendo a hora de sermos atropelados pelos cavalos ou seqüestrados (sem exageros).

 Depois de já tínhamos conseguido andar uns 50 metros em direção ao nosso destino que era a costa (praia) oposta ao porto, apareceu um árabe nos defendendo e brigando com os outros. Ele viu que éramos brasileiros e se aproximou falando algumas palavras do nosso idioma. Depois descobrimos que ele havia vivido algum tempo em um porto no sul do Brasil e por isso, falava um pouco de português. Depois que ele convenceu os outros de que ele era nosso guia, nos levou a praia. O caminho envolveu  passar por ruelas desertas e cheias de lixo. Muito piores que as piores de nossas favelas. A sensação era de desconfiança, medo e vontade de correr, mas seguramos a barra e conseguimos chegar ao nosso principal destino. Ainda tiramos algumas fotos com ele e depois de darmos US 2 dólares, ele foi embora e nos deixou a sós. Acho que depois disso o medo diminuiu, até mesmo porque estávamos em uma área aberta e cheia de gente. A área costeira da cidade é bem bonita e até se parece com algumas cidades costeiras do Brasil. Claro, temos que relevar muito o mau trato dos prédios e a sujeira.

Em uma ponta está a citadela e na outra a biblioteca de Alexandria. Durante os dois roteiros é possível passar por mesquitas e outros prédios históricos. Vale a pena caminhar pela costa e observar a vida da cidade e suas belezas. Durante nossa caminhada, um dos homens mais insistentes parecia nos perseguir na volta para o navio, e depois do homem estar quase chorando, resolvemos aceitar o passeio de charrete, combinando o preço de 5 euros. Seriam uns 2 kilometros. Foi uma aventura, pois a charrete se enfiava entre os carros na contra mão. Quando não agüentei mais de pena do cavalo, pedi para parar em uma feira livre e um centro de comércio local que ficava há uns 500 metros do porto. Quando fomos pagar o homem começou a gritar pedindo 50 euros! Quase ele apanhou... Quando ele percebeu que não íamos desistir foi embora. A gente quer ajudar, mas acaba...

Andar pela parte comercial e pela feira livre foi uma experiência bem legal. Alguns produtos são bem diferentes do que estamos acostumados, principalmente os temperos e a quantidade de tipos de tâmaras e azeitonas. É muito bom que se aprenda a numeração árabe, pois assim é possível conferir se o preço que estão te cobrando são os mesmos dispostos. No meu caso, percebendo que éramos turistas, o preço foi aumentado em quase 10 vezes, mas além da negociação, que é comum nessa parte do mundo, pude mostrar que sabia o que estava escrito.

Não deixe de visitar: no Cairo, as grandes pirâmides, a esfinge de Gizé, o Rio Nilo, a cidade para observar o estilo de construção sem reboco para evitar impostos, o Museu do Cairo(egípcio), o Bazar árabe, torre do Cairo  e a mesquita de Al Hakin. Em Alexandria, a Mesquita Abu al-Abas al-Mursi, construída pelos muçulmanos argelinos em 1755, a Biblioteca de Alexandria  e a Citadela.
Não deixe de comprar: lembrancinhas, lá são super baratas. O tradicional lenço árabe masculino pode ser encontrado por USD 1,00. O preço das peças de linho também são mais baratas comprando lá.
Agência de viagem Memphis ( www.memphis.com) ou (http://m.memphistours.com/) bom atendimento ( em portuguê). Confiável (você só precisa pagar 50 USD de entrada e o restante é pago no dia). Oferecem diversas excursões com a possibilidade de ser individual.
Navio: Mariner of the Seas - Royal Caribbean - muito bom! 

Se voltaria? Sim!!! Mas espero que seja em uma época sem conflitos e que o país esteja melhor cuidado.





















Amsterdam - Holanda